estávamos jogando sinuca.
eu e ele, ela assistindo.
e nós nos odiávamos,
só naquele momento,
pois eu gostava dele, um bom sujeito.
era questão de mérito,
eu precisava vencer.
ele precisava vencer.
e o vencedor, tinha a dama.
mas a dama não sabia disso.
era um triângulo amoroso.
eu, ela, ele.
uma porra dum triângulo zoado.
ele curtia ela, ela não estava nem aí
e eu sentia uma porra duma paixão inconsistente.
e ele era bem melhor.
botou a bola 9 para fora.
sobrou a 8, botou na boca da caçapa.
eu ainda tinha a 4, perdida.
atirei o taco, o meu caralho para o mundo.
e nessas horas a gente percebe
que nada é justo
e tudo é uma competição.
todos estamos pendurados nessa obviedade,
a competição.
a bola branca bateu na 4
que bateu na parede.
a branca bateu na parede, na outra.
a 4 foi bem devagar e pá, na caçapa.
a branca, bem devagar, pá na 8.
eu ganhei,
sorri.
mas não ganhei porra nenhuma.
e eu tava bem,
bêbado.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Por um mundo justo
"você não estava esperando
que Deus tivesse piedade, né?"
ele gargalhava, suas veias saltavam
do pescoço e da testa
"claro que não."
"tá escrito na tua cara!
claro que tava!"
"ah, foda-se..."
traguei mais uma vez.
tossi.
que Deus tivesse piedade, né?"
ele gargalhava, suas veias saltavam
do pescoço e da testa
"claro que não."
"tá escrito na tua cara!
claro que tava!"
"ah, foda-se..."
traguei mais uma vez.
tossi.
sábado, 29 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Charles Bukowski
"É este o problema com a bebida, pensei, enquanto me servia dum copo. Se acontece algo de mau, bebe-se para esquecer; se acontece algo de bom, bebe-se para celebrar, e se nada acontece, bebe-se para que aconteça qualquer coisa."
Mulheres, de Charles Bukowski
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Romance e poesia
Mariana era um romance de mil e duzentas páginas, por isso demorei 3 anos para lê-la. Era um história completa, cheia de personagens redondos e inimagináveis surpresas. Mariana tinha uma beleza diferente e uma mente diferente. Ela era diferente e a leitura foi bem demorada e muitas vezes entendiante. Um amor que me durou 3 anos, com suas diferentes intensidades, ora precisava desesperadamente lê-la por horas ou dias a fio, ora queria desistir de ler para sempre. Amá-la foi muito complicado.
Amanda
Era poesia.
Com seus
Cabelos
Lisos e
Seu sorriso largo e
Seu lindo corpo.
Era poesia
Que se
Lê
Em 30 segundos.
Uma paixão
Intensa
Que acaba tão rápido
Quanto veio.
Amanda é poesia.
Que se
Lê
E se
Relê
E se
Apaixona
E se
Reapaixona.
Ela é poesia
E não sai da minha
Cabeça.
Poesia se lê
E se relê
Para o resto
Da vida.
Amanda
Era poesia.
Com seus
Cabelos
Lisos e
Seu sorriso largo e
Seu lindo corpo.
Era poesia
Que se
Lê
Em 30 segundos.
Uma paixão
Intensa
Que acaba tão rápido
Quanto veio.
Amanda é poesia.
Que se
Lê
E se
Relê
E se
Apaixona
E se
Reapaixona.
Ela é poesia
E não sai da minha
Cabeça.
Poesia se lê
E se relê
Para o resto
Da vida.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Sonhador
eu seria um idiota
se não me apaixonasse
por você.
eu seria um babaca
se não quisesse ver
os teus olhos nos meus.
eu seria um ridículo
se não quisesse sentir
os teus lábios nos meus.
os teus seios
no meu peito.
a tua cintura
nos meus braços.
mudei, para pior.
mas por você eu sou
aquele mesmo ingênuo,
alegremente ignorante,
tolamente confiante.
cabelos e sorriso
e lábios
e um beijo de canto de boca.
uma serenata silenciosa.
eu sorrio, você também.
eu sou um idiota
e me apaixonei por você.
tolamente confiante
vivendo num mundo
de sonho.
se não me apaixonasse
por você.
eu seria um babaca
se não quisesse ver
os teus olhos nos meus.
eu seria um ridículo
se não quisesse sentir
os teus lábios nos meus.
os teus seios
no meu peito.
a tua cintura
nos meus braços.
mudei, para pior.
mas por você eu sou
aquele mesmo ingênuo,
alegremente ignorante,
tolamente confiante.
cabelos e sorriso
e lábios
e um beijo de canto de boca.
uma serenata silenciosa.
eu sorrio, você também.
eu sou um idiota
e me apaixonei por você.
tolamente confiante
vivendo num mundo
de sonho.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Porra, que merda
O meu caralho para o mundo.
A porra do meu caralho
Para o meu mundo virgem.
A porra do meu mundo
Cheio de imaginação
E de sonhos
E de amores.
A porra do meu caralho.
Para o meu mundo
Cheio de sedução
E de um beijo na bochecha.
A porra do meu caralho
Para o meu mundo virgem.
A porra do meu mundo
Cheio de imaginação
E de sonhos
E de amores.
A porra do meu caralho.
Para o meu mundo
Cheio de sedução
E de um beijo na bochecha.
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